| |
|
Esta área estuda novas opções de matérias-primas ou de processamento cerâmico que seja eficaz na produção de peças de cerâmica artística, visando a fabricação de peças com propriedades físicas, mecânicas e estéticas satisfatórias. Paralelamente estuda-se a implementação de fornos com queima a gás, o que acarretará aumento da qualidade destas, consequentemente um aumento do valor agregado do produto final.
Atualidades
Atualmente, visa-se a utilização de fornos a gás na queima de peças cerâmicas, por estes apresentarem um menor custo, além da melhoria na qualidade das peças queimadas.
Outra vantagem é a contribuição com o atual racionamento de energia elétrica. E para os artesãos que ainda utilizam o forno a lenha, a utilização do forno a gás fará com que eles contribuam com o meio ambiente, evitando o desmatamento.
Histórico
A cerâmica, característica comum das comunidades neolíticas (10.000 a 1.700 a. C.), tem uma estreita relação com a agricultura, pois destinavam-se ao armazenamento de alimentos. Os caçadores primitivos e os primeiros agricultores já modelavam à mão rudimentarmente recipientes de barro, secos e endurecidos ao sol.
A princípio, a função, o tipo de argila e de cozimento determinavam a cor e o modelo do recipiente. Mas, progressivamente, o ceramista descobriu que o fogo, alimentado por troncos e gravetos secos, podia dar aos objetos tonalidades amareladas, róseas ou esverdeadas; aos poucos, o "artista" aprendeu a controlar esses efeitos, utilizando-os para embelezar a obra.
Mais tarde, egípcios, caldeus, assírios, persas e, sobretudo chineses desenvolveram bastante a arte cerâmica. Gregos e romanos também deixaram muitas obras em cerâmica, sobretudo de terracota (sem esmalte). Nos séculos XV e XVI surgiram grandes centros produtores na Itália e na França.
No Brasil, a partir do século I, povos ocuparam a Amazônia, confeccionando peças cerâmicas utilizando técnicas decorativas coloridas e extremamente complexas, que resultaram em peças requintadas e de rara beleza, que ficaram conhecidas como cerâmica marajoara.
As peças cerâmicas são feitas hoje, em algumas partes do mundo, com técnica e aparência não muito diferentes daqueles artefatos escavados provenientes de uma cultura milenar.
A cerâmica segue leis independentes de desenvolvimento imposta sobre ela pela natureza de suas técnicas. O conhecimento técnico tem crescido lentamente por milênios, e cada estágio é impossível sem o seu precedente.
No LIEC, a pesquisa relacionada a cerâmica artística é um desafio recente e estimulante. De forma geral, não há tradição de pesquisas relacionadas a esta área, mas há uma grande demanda de setores da sociedade que necessitam deste tipo de apoio técnico.
Próxima Página >>
|
|